LISBOANARUA.COM  
 

Canta Violeta Parra – Concerto de Homenagem

Cine-Teatro Capitólio
abril 8th, 9.30pm

Inspiradas pela vida cheia de Parra, Aline Frazão, Lula Pena, Mísia, Rita Redshoes e Señoritas sobem ao palco do Capitólio no dia 8 de abril para um concerto de homenagem, com direção musical de Francisco Rebelo. Une-as a palavra, a música e um modo de ser artista e mulher que ultrapassa estilos, tempo e barreiras geográficas.

Entrada livre (sujeita à lotação da sala)
M/6

Aline Frazão é um dos nomes mais sonantes da nova geração de músicos angolanos. Cantora, compositora, guitarrista e produtora, nasceu em Luanda, em 1988. Além do trabalho musical, Aline assina uma crónica semanal no jornal Rede Angola, onde dá largas ao seu emprenho social e político.No final de 2015, lançou “Insular”, o seu terceiro disco de originais. Gravado na pequena ilha escocesa de Jura, “Insular” conta com a produção do britânico Giles Perring e com a participação do guitarrista Pedro Geraldes (dos Linda Martini). Neste trabalho, apresenta novas parcerias com a poetisa angolana Ana Paula Tavares e a rapper portuguesa Capicua, bem como uma versão de “Susana”, de Rosita Palma, com a participação especial de Toty Sa’Med. Destaca-se ainda o tema “O Homem que Queria Um Barco” baseado n’ “O Conto da Ilha Desconhecida” da autoria de José Saramago.

 

Lula Pena é uma cantora, guitarrista, compositora e intérprete portuguesa que lançou em janeiro o seu novo disco “Archivo Pittoresco”, pela editora belga Crammed Discs. A artista portuguesa apresenta uma original abordagem à canção popular global, que entretece tantas tradições de música, som e poesia. Tendo desenvolvido um estilo próprio a tocar a guitarra que prende a atenção, acompanhado pelo trovar de línguas latinas e seus perfumes, sotaques, inquietações e esperanças, Lula Pena assume a vocação para escolher, compor e justapor um repertório que foi aprimorando ao longo do tempo. Seja a musicar letras e poemas de escritores como Manos Hadjidakis, o surrealista Belga Scutenaire ou outras escritas pelo seu próprio punho, seja oferecendo novas roupagens a música de autores populares (e outros menos celebrados), é possível ouvir Lula cantar em português, francês, inglês, espanhol, grego e italiano, com a maior liberdade e consequência do mundo.

 

Mísia nasceu na cidade do Porto, onde viveu até à adolescência tardia, durante a qual por vezes canta como amadora nas casas de fado. Por volta dos 20 anos, por motivos familiares muda-se para Barcelona e depois de vários trabalhos – canção, dança, music hall, televisão – em 1991 decide regressar a Portugal (e a Lisboa) para construir um repertório próprio. Começa a conquistar o seu lugar no fado no início dos anos 90, num momento pouco propício, em que o género não gozava do prestígio cultural e comercial de que agora dispõe. A Mísia, pioneira e espírito livre, coube-lhe abrir o seu próprio caminho. Ao longo da sua carreira, cantou nos palcos de maior prestígio internacional, recebeu elogios na imprensa estrangeira e é uma das cantoras portuguesas que desperta maior culto além-fronteiras, pela celebração dos sentimentos intemporais e universais que a sua música invoca. 25 anos depois da edição do primeiro disco, a história de Mísia faz-se de uma mão-cheia de grandes álbuns e de concertos memoráveis um pouco por todo o mundo.

 

Rita Redshoes iniciou a sua carreira como baterista num grupo de teatro de escola, tendo já passado por inúmeros projetos musicais como autora e intérprete, onde tocou muitos instrumentos e gravou vários discos. Tem colaborado em inúmeras bandas sonoras para teatro e cinema, tendo algumas sido premiadas e dado origem a álbuns. Foi aliás o documentário “Portugueses no Soho”, de Ana Ventura Miranda que a levou a tocar recentemente no mítico Joe’s Pub, em Nova Iorque e a apresentar, também na big apple, mas no MoMA, a banda sonora original do filme. Em 2016, Rita Redshoes rumou a Berlim, onde gravou o seu quarto álbum de estúdio. “Her”, o seu novo registo discográfico tem produção de Victor Van Vugt, que tem no curriculum álbuns de estrelas como Nick Cave. Para além de ser o álbum em que a artista tocou mais instrumentos (piano, omnichord, teclados e guitarra acústica) é também o trabalho em que Rita Redshoes escreve e interpreta a solo e pela primeira vez três temas em português.

 

Señoritas é o novo projeto de Mitó Mendes (A Naifa) e Sandra Baptista (A Naifa / Sitiados). Em 2015, as Señoritas criam uma nova identidade, partilhando o gosto comum de ensaiar, compor e tocar juntas. Desta vontade, nasceu um conjunto de canções que querem partilhar com o público. São canções que giram em torno de um universo feminino, tendencialmente urbano. Com uma atmosfera densa feminina e bem portuguesa, numa abordagem singular, canta-se a vida, mas de uma forma crua e direta.
As músicas, todas originais, são da autoria da própria banda e as exceções estão enquadradas no mesmo imaginário. Uma voz, uma guitarra, um baixo e um acordeão, este novo projeto, apoia-se em sets de programações que realçam a crueza e nudez da linguagem musical. “Acho que é meu dever não gostar” é o nome do disco de estreia.