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apresentação

Setembro é tradicionalmente um período de recomeços, de regressos, de reaberturas. Nesta edição do Lisboa na Rua, convidamos para um mês de programação cultural intensa onde propomos desafiar convenções, sociais e espaciais.

Venham por isso desfrutar de um concerto que facilmente caberia numa qualquer grande sala de espetáculos do mundo, ao ar livre, nos Olivais, num Vale que se chama do Silêncio, mas que nessa noite será de música: a da cantata Carmina Burana, interpretada pela Orquestra Gulbenkian e pelos Coros Gulbenkian e Infantil do Instituto Gregoriano de Lisboa.

Convocamos todos para ultrapassarem inibições e virem para a rua dançar. Leu bem. Mesmo que o talento para a dança não seja uma das suas qualidades, não deixe que isso o impeça de bailar por esses jardins e largos afora: todos os fins-de-semana teremos aulas abertas de vários estilos – do lindy hop ao flamenco, do kizomba até ao forró. Durante um mês dançaremos em várias geografias, simbólica e literalmente.

E porque não conseguimos dizer que não a uma boa festa, celebrem connosco o 20.º aniversário da Orquestra Jazz de Matosinhos, uma das mais emblemáticas do país, com um concerto no Largo da Ajuda e uma convidada de fôlego para ajudar a soprar as velas – a cantora Manuela Azevedo. Trazemos também orquestras de jazz de outras localidades para darem música aos fins de tarde de sexta-feira, aqueles que já sabem  a fim-de-semana.

Prometemos arrefecer a temperatura (mas não refrear os ânimos) na Estufa Fria de Lisboa, ao ritmo das performances e instalações de arte sonora do Lisboa Soa, que nesta segunda edição nos convida a parar e a refletir sobre a cidade e os seus sons.

Em Lisboa, cabem muitas urbes imaginárias projetadas na tela do CineCidade, que plantamos no jardim do Palácio Pimenta, no Campo Grande. É a nossa febre de sábado à noite: desvendar obras de culto, mais ou menos desconhecidas, de realizadores que ficaram para a história da sétima arte.

Nesta edição do Lisboa na Rua, recuperamos ainda o Festival Zona Não Vigiada, que leva sonoridades independentes à Zona J, em Chelas. E sugerimos uma incursão mais prolongada pelo bairro que recebeu recentemente uma biblioteca que promete dar que falar: a de Marvila, através de uma programação multidisciplinar desenhada com o Maria Matos Teatro Municipal.

E muitas, muitas mais propostas enchem as páginas que se seguem: desde concertos de fado até arte circense, desde teatro, intervenções visuais no espaço público até leituras encenadas para crianças.

É uma programação diferenciadora, gratuita e ao ar livre, para nos despedirmos do verão e darmos as boas-vindas ao outono, sem sombra de depressão sazonal.

Junte-se a nós na vivência desta grande cidade, que nos surpreende ao ultrapassar constantemente os seus limites.

 

Conselho de Administração EGEAC