Fado no Castelo – El Gordo Triste – Fado & Tango

Castelo de S. Jorge
10 Junho, 22h

Há variadíssimas teorias sobre a origem do tango. Uma das que recolhe maior aceitação é a de que a palavra tango tenha chegado à Argentina através do Oceano Atlântico, levado pelos escravos.

O tango argentino começou a ultrapassar fronteiras já no início do século XX, quando marinheiros franceses levaram para o seu país natal o tango do uruguaio Enrique Saborido La Morocha. Paris apaixonou-se pelo tango, uma dança exótica e sensual, o levou a que muitos artistas argentinos e uruguaios viajassem – e em muitos casos, se radicassem – na capital francesa. São normalmente identificados dois momentos de ouro do tango: o primeiro, nos anos 1920, quando várias figuras do ambiente artístico de Buenos Aires e Montevidéu,canalizaram os seus esforços no fomento da música popular rioplatense e, em especial, do tango.

Nessa altura, cantores como Carlos Gardel ou Rosita Quiroga venderam muitos discos na florescente indústria discográfica argentina e difundiram o tango para fora da Argentina.Os anos 1940 marcam a segunda época de ouro do tango, quando novos valores como Astor Piazzolla e Armando Pontier surgiram.

O tango é considerado Património Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura desde 2009. Tanto o tango como o fado são
atravessados por sentimentos intensos, pelo que é certo que será uma noite arrebatadora.

 

Trio de Fado
Luís Guerreiro Guitarra portuguesa
Carlos Manuel Proença Viola
Daniel Pinto Baixo

Duo de Tango
Daniel Schvetz Arranjos musicais e piano
Pedro Santos Acordeão

 

No limite da lotação e mediante levantamento de bilhete, no dia do espetáculo,
na bilheteira do Castelo de S. Jorge e no Museu do Fado, a partir das 20h
M/6

Daniel Schvetz estudou piano e composição no Conservatório Nacional de Buenos Aires López Bouchard, composição no Conservatório Beethoven, e música electroacústica na Universidade Ricardo Rojas. Viajou várias vezes pela Argentina, Perú, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai como intérprete e investigador dos diversos folclores, o que inspirou muitas obras, não só pelas riquíssimas variedades e estilos musicais, como pela poesia, literatura e tradições culturais das diversas geografias e povoações.Participou em projetos jazzísticos e de improvisação pura, de inspiração folclórica, de tango e inspiração tangueira e de vários projetos de música contemporânea, tendo editado vários álbuns ao longo da sua carreira. Colaborou como pianista, compositor ou arranjador com vários artistas e instituições, como a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a Companhia Nacional de Bailado, entre outros.

 

Ricardo Ribeiro nasceu em Lisboa em 1981. Em 2004 lança o seu primeiro álbum, homónimo. No mesmo ano, participou no tributo a Amália Rodrigues. Um ano depois, recebe o Prémio Revelação Masculina da Fundação Amália Rodrigues, repetindo o feito em 2011.O seu trabalho de 2010 “Porta do Coração” atinge o ouro por vendas superiores a 10 000 exemplares. O álbum seguinte, “Largo da Memória”, de 2013, dá origem a uma longa tournée por palcos nacionais e internacionais. Em 2016, o fadista edita “Hoje é assim, amanhã não sei” e a revista britânica Songlines intitula Ricardo Ribeiro como a melhor voz masculina do Fado da sua geração.